Esta que vem do mar por entre os ventos, Sacudindo as espumas dos cabelos, Vem molhada de azul nos pensamentos, Seu corpo oculta a ilha dos segredos. Vem e dança ao andar sobre as areias Húmidas sob os passos e os desejos, Onde as ancas são ondas em cadeias Infinitas de luz contra os espelhos. Nem precisa de flor nem de perfume, Ela é a própria essência do ciúme, Feita de mito e se fazendo estrela. Vem – dança – e passa aos fogos do verão – Fantasia da última estação. Explodiu na vertigem da beleza. Adelmo Oliveira