Estou-te grata por não me protegeres
por não te ter quando de ti preciso
por não seres firmamento para a Ursa Menor
nem bengala e bastão para me defenderes.
Por cada pontapé te estou agradecida
que me faz avançar para mim
no meu caminho. Tenho que o andar só.
Estou-te grata. Facilitas-me a vida.
Estou-te grata pela tua cara linda
que para mim é tudo e nada mais.
E também por não ter que agradecer-te
senão este poema e alguns outros ainda.
Ulla Hahn


comentários (4)
Belíssima exposição, num espaço que considero magnífico e que tem sido, há já algum tempo, um importante degrau na escada dos dias.
Entre coisas de maior importância nele colhidas, revelou-me a necessidade de desenvolver o inglês (a seu tempo), para tentar aceder a alguns dos poetas que tão bem divulga, para que também os possa fazer do meu tempo.
Obrigado
Por Rui Antunes | abril 10, 2009 10:41 AM
em 10/04/2009 10:41
Obrigada pela visita e pela generosidade das palavras, caro Rui! Espero continuar a merecer a visita e o agrado :)
Por ana r. | abril 10, 2009 4:25 PM
em 10/04/2009 16:25
A visita irá continuar, certamente com o agrado de há já vários anos - e QUE BOM que, a páginas tantas deste percurso, tenha decidido manter este seu espaço. Foi aqui que descobri, entre muitas outras "coisas", as preferências de Wislawa Szymborska - que, pelo texto em si e pelo momento em que me surgiu, agitou teclas bem dentro e confirmou a preferência por este Modus Vivendi.
Continuarei, pois, a vir aqui, e talvez até comente, de quando em vez - quem sabe, até, depurando algum do pretensiosismo que sinto nestas palavras.
Não é por ser Roque Antunes que este espaço me é familiar - a Poesia partilhada é comunhão.
Por Rui Antunes | abril 10, 2009 5:10 PM
em 10/04/2009 17:10
:)
Por ana r. | abril 10, 2009 5:36 PM
em 10/04/2009 17:36