(gentileza de Amélia Pais)
Dizias que nos sobram as palavras:
e era o lugar perfeito para as coisas
esse escuro vazio no teu olhar.
E demorava a dura paciência,
fruto do frio nas nossas mãos vazias
que mais coisas não tinham para dar.
Dizia então a dor o nosso gesto
e durava nas coisas mais antigas
a solidão sem rasto que há no mar
Luís Filipe Castro Mendes


comentários (2)
"solidão sem rastro que há no mar".. mas não é que é verdade!
Por T | abril 27, 2009 3:10 PM
em 27/04/2009 15:10
Há um profundo rasto de verdade nestas palavras que mal percebo - haverá alguma bóia no modo de as olhar? Seja como for, vale. Vale.
Por Rui Antunes | abril 27, 2009 9:10 PM
em 27/04/2009 21:10