« Inútil o Farol | Main | Franz Xavier Winterhalter »

o poema

O poema é fácil
difícil é inventar
sua metafísica de poema
veredas sinuosas
jogos de pretérito
ensimesmadas palavras
pela superfície do presente

rio caudaloso
sombra furtiva sobre sombras
cristal imerso na noite estrelada
reverberando sóis que o instante detém
em corrida perene
longe
para bem longe
próximo do sono e dos sonhos
luzes acesas são as palavras
refletidas na manhã que virá
branca, toda branca
noiva louca
sedenta e sem olhos
noiva branca
vestindo véu e grinalda

o poema
alma penada.

Paulo Garcez de Sena

A sua opinião?

Acerca

Esta é uma página de arquivo individual, publicada em 16 de junho de 2009.

Post anterior

Post seguinte

Leia também a primeira página, faça uma pesquisa ou navegue através desta página de todos os títulos em arquivo.

pub




Secção

Arquivo

&

Primeiro endereço

© 2004/07 Ana Roque | Powered by TubarãoEsquilo | Editado com Movable Type | Top