Condenado estou a te amar
nos meus limites
até que exausta e mais querendo
um amor total, livre das cercas,
te despeça de mim, sofrida,
na direção de outro amor
que pensas ser total e total será
nos seus limites da vida.
O amor não se mede
pela liberdade de se expor nas praças
e bares, em empecilho.
É claro que isto é bom e, às vezes,
sublime.
Mas se ama também de outra forma, incerta,
e este o mistério:
- ilimitado o amor às vezes se limita,
proibido é que o amor às vezes se liberta.
Affonso Romano de Sant'Anna


comentários (3)
Na vida, são muitos os amores. Uns mais curtos, outros mais longos. Os curtos, serão amores? Serão apenas paixões?...
Por MG | janeiro 25, 2010 7:23 PM
em 25/01/2010 19:23
As paixões são a demência do amor! Qualquer coisa as mata. O tempo, a vida, a própria morte. Há que amar, há que viver.
Por Loureiro | janeiro 25, 2010 9:24 PM
em 25/01/2010 21:24
Os amores são ilimitados, ocupando os "espaços vazios entre as estrelas" e devem ser vividos como momentos únicos, singulares.
Por Allegro | janeiro 26, 2010 3:46 PM
em 26/01/2010 15:46