Quero voar
-mas saem da lama
garras de chão
que me prendem os tornozelos.
Quero morrer
-mas descem das nuvens
braços de angústia
que me seguram pelos cabelos.
E assim suspenso
no clamor da tempestade
como um saco de problemas
-tapo os olhos com as lágrimas
para não ver as algemas...
(Mas qualquer balouçar ao vento me parece Liberdade.)
José Gomes Ferreira


comentários (2)
Querida Ana,
Que poema tão lindo, e assustador ao mesmo tempo.
Obrigada por nos facultar momentos únicos.
Por Alice Gomes | janeiro 25, 2010 8:36 AM
em 25/01/2010 08:36
Obrigada pela visita :) os leitores do Modus gratificam a partilha, sempre!
Por ana r. | janeiro 25, 2010 9:42 AM
em 25/01/2010 09:42