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Sobre a Dor

Divido a dor
em partes igualitárias.

Negoceio minha parte
em troca do esquecimento.

Alimento a sua parte
em crescimentos tardios.

O afundar do barco
em correntezas: dor
dividida em estratagemas.

Pedro Du Bois

comentários (3)

Loureiro:

Verdade! O poeta diz quase tudo. Afinal o que importa é não deixar @ outr@ perder a cara. Enfim, na dor a competição é ao contrário, ninguém quer ganhar. No negócio da dor tod@s ficam a perder!

ana r.:

sempre, de facto...

T:

na dor somos sós! nunca imaginamos a dor do outro a nossa é a maior e mais completa. A do outro sequer existe.O poeta tenta na escrita falar o que nunca será dito: negociar, pura imaginação.

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Esta é uma página de arquivo individual, publicada em 21 de janeiro de 2010.

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