Divido a dor
em partes igualitárias.
Negoceio minha parte
em troca do esquecimento.
Alimento a sua parte
em crescimentos tardios.
O afundar do barco
em correntezas: dor
dividida em estratagemas.
Pedro Du Bois
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Divido a dor
em partes igualitárias.
Negoceio minha parte
em troca do esquecimento.
Alimento a sua parte
em crescimentos tardios.
O afundar do barco
em correntezas: dor
dividida em estratagemas.
Pedro Du Bois
Esta é uma página de arquivo individual, publicada em 21 de janeiro de 2010.
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comentários (3)
Verdade! O poeta diz quase tudo. Afinal o que importa é não deixar @ outr@ perder a cara. Enfim, na dor a competição é ao contrário, ninguém quer ganhar. No negócio da dor tod@s ficam a perder!
Por Loureiro | janeiro 21, 2010 9:05 PM
em 21/01/2010 21:05
sempre, de facto...
Por ana r. | janeiro 21, 2010 10:21 PM
em 21/01/2010 22:21
na dor somos sós! nunca imaginamos a dor do outro a nossa é a maior e mais completa. A do outro sequer existe.O poeta tenta na escrita falar o que nunca será dito: negociar, pura imaginação.
Por T | janeiro 22, 2010 12:18 AM
em 22/01/2010 00:18