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Palavras

Para me suportar
a mim mesmo me basto.
Para não me morrer de tédio
mergulho-me palavras.
Sou pétalas de sons
murmuradas ao vento.

Desnecessito-me no hábito.
Desminto-me
nos braços de Évora.
Devoro-me nuns lábios
que não teriam sido.

Sendo-me anjo
o amanhã será outro dia.
Ou um sopro de palavras
perdidas. Ou o nada.

Dimas Macedo

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Esta é uma página de arquivo individual, publicada em 20 de fevereiro de 2010.

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