A vida é feita de nadas:
De grandes serras paradas
À espera de movimento;
De searas onduladas
Pelo vento;
De casas de moradia
Caídas e com sinais
De ninhos que outrora havia
Nos beirais;
De poeira;
De sombra de uma figueira:
Meu pai a erguer uma videira
Como uma mãe que faz a trança à filha.
Miguel Torga


comentários (5)
Torga: belo como sempre.
Por Márcia | abril 1, 2010 3:07 AM
em 01/04/2010 03:07
É sempre excelente passar por aqui...
É o carinho refrescante para todos, mesmo que eu nuca comente.
Este como é um dos poemas da minha vida, comenteu.
Muito Obrigado insuficiente, por isto e por tudo o que partilha com os outros.
Votos de uma Doce Páscoa,
João
Por João Carreira | abril 1, 2010 9:22 AM
em 01/04/2010 09:22
Tão verdadeiro! Este poema representa mesmo um voltar ao passado. Traz memórias!
Por MG | abril 1, 2010 2:58 PM
em 01/04/2010 14:58
lindo. adoro este poema.
Por candida | abril 1, 2010 4:08 PM
em 01/04/2010 16:08
Caro João, obrigada pela gentileza. A partilha é a razão última do modus. Boa Páscoa!
Por ana roque | abril 1, 2010 4:27 PM
em 01/04/2010 16:27