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Cerejas, meu amor

Cerejas, meu amor,
mas no teu corpo.
Que elas te percorram
por redondas.

E rolem para onde
possa eu buscá-las
lá onde a vida começa
e onde acaba

e onde todas as fomes
se concentram
no vermelho da carne
das cerejas...

Renata Pallottini

comentários (2)

candida:

que lindo poema carnudo!


:)

candida:

:) Não ligues ao k eu digo!

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Esta é uma página de arquivo individual, publicada em 05 de março de 2010.

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