Amor de minhas entranhas, morte viva,
em vão espero tua palavra escrita
e penso, com a flor que se murcha,
que se vivo sem mim quero perder-te.
O ar é imortal. A pedra inerte
nem conhece a sombra nem a evita.
Coração interior não necessita
o mel gelado que a lua verte.
Porém eu te sofri. Rasguei-me as veias,
tigre e pomba, sobre tua cintura
em duelo de mordiscos e açucenas.
Enche, pois, de palavras minha loucura
ou deixa-me viver em minha serena
noite da alma para sempre escura.
Garcia Lorca


comentários (3)
escreverei breve.
Por Anónima | março 10, 2010 12:39 PM
em 10/03/2010 12:39
bonito...
Por ana r. | março 10, 2010 3:39 PM
em 10/03/2010 15:39
Fala agora, ou cala-te para sempre! Lol
Por MG | março 10, 2010 7:10 PM
em 10/03/2010 19:10