No exílio de mim mesmo
passeio tranquilas saudades
em parques verdejantes. Viajo florestas
e mares. Estou na solidão da espera:
avisto navios ao longe.
Não tenho curiosidade em aportar
ao marujo e pedir noticias.
Não é minha hora de chegada.
Retorno na calmaria: ondas
maravilham a terra escorraçada,
meu corpo ilhado em pedras.
Chegar é mistério atravessado ao fio
do desencontro.
Pedro Du Bois


comentários (1)
"Não é minha hora de chegada." E, quem sabe qual será.
Por LOUREIRO | agosto 2, 2010 7:28 AM
em 02/08/2010 07:28