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Exílio

No exílio de mim mesmo
passeio tranquilas saudades
em parques verdejantes. Viajo florestas
e mares. Estou na solidão da espera:
avisto navios ao longe.
Não tenho curiosidade em aportar
ao marujo e pedir noticias.
Não é minha hora de chegada.
Retorno na calmaria: ondas
maravilham a terra escorraçada,
meu corpo ilhado em pedras.

Chegar é mistério atravessado ao fio
do desencontro.

Pedro Du Bois

comentários (1)

LOUREIRO:

"Não é minha hora de chegada." E, quem sabe qual será.

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Esta é uma página de arquivo individual, publicada em 01 de agosto de 2010.

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