Se uma gaivota viesse
trazer-me o céu de Lisboa
no desenho que fizesse,
nesse céu onde o olhar
é uma asa que não voa,
esmorece e cai no mar.
Que perfeito coração
no meu peito bateria,
meu amor na tua mão,
nessa mão onde cabia
perfeito o meu coração.
Se um português marinheiro,
dos sete mares andarilho,
fosse quem sabe o primeiro
a contar-me o que inventasse,
se um olhar de novo brilho
no meu olhar se enlaçasse.
Que perfeito coração
no meu peito bateria,
meu amor na tua mão,
nessa mão onde cabia
perfeito o meu coração.
Se ao dizer adeus à vida
as aves todas do céu,
me dessem na despedida
o teu olhar derradeiro,
esse olhar que era só teu,
amor que foste o primeiro.
Que perfeito coração
morreria no meu peito morreria,
meu amor na tua mão,
nessa mão onde perfeito
bateu o meu coração.
Alexandre O'Neill


comentários (3)
e se ouvíssemos a Amália?
http://www.youtube.com/watch?v=TP4BnfUm0eI
Beijo amigo
Por amelia | abril 25, 2011 7:31 PM
em 25/04/2011 19:31
prefiro ler.
bom 25 de abril.
Por candida | abril 25, 2011 9:09 PM
em 25/04/2011 21:09
Cara Amélia, foi mesmo essa a minha proposta -- daí o link postado na palavra Gaivota, claro ;))
Por ana roque | abril 25, 2011 10:35 PM
em 25/04/2011 22:35