Virá o tempo
quando exultante
hás de saudar-te ao chegar, em teu espelho, e cada qual
retribuirá sorrindo a saudação do outro,
e dirá, senta-te aqui. Come.
Amarás de novo a quem te era estranho: a ti mesmo.
Dá vinho. Pão. Teu coração de volta
a si mesmo, ao estranho que toda a vida
te amou, que, por causa de um outro,
desconsideras, quem te conhece de cor.
Pega as cartas de amor na estante,
As fotos, as anotações desesperadas,
Descasca do espelho tua imagem.
Senta-te. Refastela-te com tua vida.
Derek Walcott, trad. Nelson Archer


comentários (3)
Maravilhoso!Belo poema!Fascinante!Paulo Baía.
Por Paulo Baía | janeiro 21, 2012 11:05 PM
em 21/01/2012 23:05
Aprender cedo esta lição evitaria muitos desgostos e permitiria outra tranquilidade ...
Obrigada, Ana, pelo seu incansável esforço de nos iluminar os dias com o seu blo.
Beijo amigo
Por ana paula pinto lourenço | janeiro 22, 2012 12:46 PM
em 22/01/2012 12:46
Obrigada pela visita e pelas palavras carinhosas, Ana Paula. Quanto à lição, quem dera viesse inscrita nos genes... ;)
Abraço amigo
Por ana roque | janeiro 22, 2012 12:52 PM
em 22/01/2012 12:52