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Um Amor Depois do Outro

Virá o tempo
quando exultante
hás de saudar-te ao chegar, em teu espelho, e cada qual
retribuirá sorrindo a saudação do outro,

e dirá, senta-te aqui. Come.
Amarás de novo a quem te era estranho: a ti mesmo.
Dá vinho. Pão. Teu coração de volta
a si mesmo, ao estranho que toda a vida

te amou, que, por causa de um outro,
desconsideras, quem te conhece de cor.
Pega as cartas de amor na estante,

As fotos, as anotações desesperadas,
Descasca do espelho tua imagem.
Senta-te. Refastela-te com tua vida.

Derek Walcott, trad. Nelson Archer

comentários (3)

Paulo Baía:

Maravilhoso!Belo poema!Fascinante!Paulo Baía.

Aprender cedo esta lição evitaria muitos desgostos e permitiria outra tranquilidade ...

Obrigada, Ana, pelo seu incansável esforço de nos iluminar os dias com o seu blo.
Beijo amigo

ana roque:

Obrigada pela visita e pelas palavras carinhosas, Ana Paula. Quanto à lição, quem dera viesse inscrita nos genes... ;)
Abraço amigo

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Esta é uma página de arquivo individual, publicada em 21 de janeiro de 2012.

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