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O amor

Suaves refracções – estas leves
dores. Tempos e linhas rectas e vozes
parciais vindas dos bosques e do mar, e as avenidas.
Sobre a poeira sobre a palmeira de casa
ouve-se um vento novo, claro,
e por vezes as lunações, os regressos. A parte
de nós a nós incessantemente
ignota. Essas noites ainda por trás
das colinas contigo, luminosas, a escuridão
lá fora, caminhando pelos caminhos terrestres
gordurosos de matéria, com alegria e astros. Ver-te
assim, à minha procura. Lembras-me a palmeira que não se quebra
e que luta contra o clima e com os dias. Ó anjos atordoados
pelo verde cheiro a morte da erva, e o renascer,
- e os anjos são a mais algébrica e exacta
fórmula do nosso medo – e a lua
as marés nocturnas dos bosques, sou
frágil, e a galáxia sobre o relvado
da Argegna , o respirar
escuro e espantoso da Natureza.
E gostaria ainda, tal como antes, e tu também,
flor vermelha, mas depois os silêncios, lenta
respiração do amor e não sei nós os dois o nosso
lentíssimo morrer das fibras,
dos filhos.

Gabriel del Sarto, trad. Andrea Ragusa

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Esta é uma página de arquivo individual, publicada em 13 de dezembro de 2013.

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