O que sustenta o arco desta ponte são os braços e as pernas da bailarina. A água que ali corre derrama-se da ânfora da cabeça e são os seus cabelos. Se alguém atravessar a ponte e beber, encontra a entrada aberta e a saída fechada. O obstáculo são os seios grávidos da bailarina. Para além deles há apenas o abismo. E, como alguém disse, quando se ama o abismo, é preciso ter asas. Albano Martins