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Do infinito

Não há verbo nacarado que consiga
O aroma dos meus braços voantes e abertos
À recolha da solidão e do desastre, os meninos
Todos para mim, explosão de afecto em minha ara.
Não há verbo, precisamos do silêncio para dizer
Precisamos de sentir para falar em cada dedo
Sulcando o meu ventre pelo escuro da origem
Viajando até ao luar dos olhos compreendidos
Sinais de todos os músculos e de outras forças
De que me faço e me fazem embarcação
Dos nautas que não desistiram do infinito.

Alberto Augusto Miranda

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Esta é uma página de arquivo individual, publicada em 20 de fevereiro de 2016.

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