Fechemo-nos em casa desliguemos o telefone, destruamos o império da televisão jantemos perto da lareira, ouvindo, calando; olhamos os quadros que souberam acompanhar-nos, ouvimos também alguma música esquecida, e então, lentamente, podemos adormecer nos braços um do outro que um mesmo sonho nos leve para longe: que nunca nada nem ninguém ouse interferir nesta nossa frágil mas plena felicidade: construamos com ela um bastião inexpugnável. Àlex Susanna, trad. Egito Gonçalves