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Memória

A sorte que se joga
no dado permanente
na mesa desse jogo
o gesto e a serpente.
No número desse destino
que se quer sempre de frente.
A vida e a morte,
mais que naturalmente.
A veia que se corta
no pedido mais urgente,
o corte dessa gilete
na fuga incontinente.
O que se produz na saliva,
na boca da câmara ardente,
esse espectro mais escuro
do que era evidente.

Não cabe nessa memória
nem passado nem presente.
Só cabe o que não existe,
aquilo que se pressente.

Álvaro Alves de Faria

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Esta é uma página de arquivo individual, publicada em 10 de abril de 2016.

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