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Um poema de Horácio

Chamam-nos. E não deixámos já tantas vezes
O tempo correr ao tocar-te? Venha ora daí,
Lira minha, um composto poema que dure este e
Muitos mais anos.

Forjou-te primeiro alguém de Lesbos,
Alguém corajoso que ainda assim quer entre batalhas
Quer após aportar a sua barca nas
Ondas da costa,

Cantava o Pai Livre, as Musas, Vénus, aquele
Rapaz que nunca o largava,
E ainda Lyco de olhos negros e de deslumbrantes
Negros cabelos.

Lira minha, honra de Febo, conviva
Sempre bem-vinda dos banquetes de Júpiter,
Doce pausa dos meus trabalhos, nunca deixes de responder
Quando te chamo.

Horácio, trad. Miguel Monteiro

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Esta é uma página de arquivo individual, publicada em 29 de maio de 2016.

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