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Minha vida

Minha vida, não te peço feições
estáveis, rostos plausíveis ou posses.
No teu decurso inquieto têm já
o mesmo sabor o mel e o absinto.

O coração que todo o movimento despreza
é raramente sacudido por sobressaltos.
Tal como por vezes soa no silêncio
do campo um tiro de espingarda.

Eugenio Montale, trad. Vasco Gato

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Esta é uma página de arquivo individual, publicada em 16 de janeiro de 2017.

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