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o som que importa

volto à cegueira a reflexão sonora
há um lugar incerto onde aconteço
vou pela areia liminar de inverno
mexendo tão somente os vocativos

atei o vento à estaca de madeira
senhor de esquinas laminas de terra
e sonhei ser ateu e a ingratidão
descia na colina as redes de água

não vi não vejo os muros na brancura
os olhos que inventavam o aroma

só pouco a pouco afasto das palavras
o som que importa
pobre de quem ouviu e não entende
pobre quem entendeu e já não ouve

António Franco Alexandre

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Esta é uma página de arquivo individual, publicada em 03 de fevereiro de 2017.

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