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Ela

É já tempo de não esperar ninguém.
Passa o amor, fugaz e silencioso
como ao longe um comboio nocturno.
Não resta ninguém, é hora de voltar
ao desolado reino do absurdo,
a sentir culpa, ao vulgar medo
de perder o que já estava perdido.
À inútil e sórdida moral.
É já hora de dar por vencido
no trabalho, a sós, outro Inverno.
Quantos faltam ainda, e que sentido
tem esta vida onde te procurei,
se chegou já a hora tão temida
de comprovar que nunca exististe?

Joan Margarit, trad. Vasco Gato

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Esta é uma página de arquivo individual, publicada em 03 de julho de 2017.

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