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quase nada

Coincidimos nalgumas horas: quando me
lembro de ti, ou te ouço nalgum canto
da memória, por entre velhas árvores
e vento. O tempo não alterou nada, nem
trouxe nem levou as coisas que só o
tempo governa: sentimentos, imagens,
os modos que temos de ser cada um de
nós. No entanto, é aí mesmo que lhe
podemos fugir: onde alguém se junta
a alguém. E ambos permanecem memória,
o gesto inesperado que antecipa a
união, decisões que escapam à lucidez
do presente. Tudo isso fica - embora
seja o menos, o quase nada de cada vida.

Nuno Júdice

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Esta é uma página de arquivo individual, publicada em 09 de setembro de 2018.

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