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Nunca sabemos o que nos aconteceu

Pode bem dar-se o caso de não mais escrever;
O tempo não para, e vai-se tornando mais rápido e mais lento
(como comprovam, sobradamente,
as diárias fugas para o autocarro).

Pode dar-se o caso de não mais escrever,
e bem sabes que não me tem apetecido;
e ambos sabemos que não virá daí infâmia
(ou perda relevante)
para o município.

A bem pensar, e escavado o portefólio
(por vezes a pesquisa acontece, nem sempre com vaidade parva),
alguma coisa de jeito se encontra, penso:
não envergonhando as leituras prévias de bons poetas,
e as óbvias e inerentes responsabilidades
(valha o bom gosto).

E sim:
há uma enorme vaidade
(quase quase confortável)
na certeza de estar aquém.

Rui A.

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Esta é uma página de arquivo individual, publicada em 28 de novembro de 2018.

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