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Angústia sempre idêntica

Lá longe, na Bósnia, em Sarajevo, um homem disparou sobre o arquiduque herdeiro da Áustria e sobre uma mulher. A guerra começava. Moviam-se interesses de grandes países, ideias, questões de dinheiro, rivalidades políticas, rivalidades económicas... Mas, na realidade, era como sempre mais uma eclosão da angústia humana.

Angústia sempre idêntica. O homem ama apaixonadamente a vida, mas a morte vive na sua alma, vai corroendo-o insensivelmente, aos poucos, aniquila-o ao longo dos meses e dos anos, rouba-lhe, através do tempo, a força e a juventude.

Graça Pina de Morais in A Origem

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Esta é uma página de arquivo individual, publicada em 14 de outubro de 2020.

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