Estamos a transformar as nossas sociedades em lugares doentios, contraditórios e sem horizonte. A imaginação política não parece ir além do seleccionar de forma instrumental o passado. Quanto ao presente e futuro, parecem ter sido apropriados pelo neoliberalismo, que promete maravilhas, a maior parte artificiais, desde que exista capital para as adquirir, claro está. Para uma outra perspectiva, seria preciso que, em vez de sonhar revoluções que nunca acontecerão, nos fôssemos religando com o mundo e as muitas possibilidades que nele existem. Oxalá.

Vítor Belanciano