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Mau, muito mau

Quem vive para o amor está lixado
não tarda, que o amor é um amplo espaço
vazio sem cor nem forma e um silêncio
tumular por perto. Mau, muito mau
para se levar alguém. Mas tu vieste
e de imediato tudo fora já decidido
como quando alguém nasce e olha em torno
- pouco importa se estranha ou não a paisagem.
Tínhamos o nosso espaço e tínhamo-nos
a nós, um ao outro por natural companhia
era o amor, tudo indicava. Podia-se morrer
disso. E tínhamos o tempo todo para ver.

Rui Caeiro

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Esta é uma página de arquivo individual, publicada em 29 de julho de 2021.

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