Tão pouca é a vida, o deslumbrado delírio da vida. No tear se tecem os fios, o desenho das rendas,a renda dos dias. Ignoro quantos, quantas tardes no fluir da paixão, quanto ouro e azul na idade das mãos, que idade no tear das mães. Foram belas também no sonho antigo, passearam entre os lírios, desatavam a cabeleira e os vestidos, iam à beira mar. José Agostinho Baptista