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Da eterna respiração

Respiro o teu corpo:
sabe a lua-de-água
ao amanhecer,
sabe a cal molhada,
sabe a luz mordida,
sabe a brisa nua,
ao sangue dos rios,
sabe a rosa louca,
ao cair da noite
sabe a pedra amarga,
sabe à minha boca.

Eugénio de Andrade

comentários (1)

Dos dois preferirei sempre Eugénio...mesmo sem luto nacional oficial...
Ana: já me chegou o seu livro.lerei com atenção.Beijos

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Esta é uma página de arquivo individual, publicada em 13 de junho de 2005.

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