Soubera eu
Que o inferno eram vagas de silêncios
De verdades que não ousámos admitir,
E que nas margens do purgatório
Se deleitavam os ruídos que evitámos
Com os confrontos adiados a fazer-lhes guarda
E que à porta nos abririam os braços
Os amanhãs perdidos,
E teria ficado mais tempo a contemplar a fúria
E baniria do dicionário íntimo a prudência.
Ana Paula Zeferino


comentários (4)
Um Santo e Feliz Natal para esta casa.
Zecatelhado
Por zecatelhado | dezembro 24, 2005 9:58 AM
em 24/12/2005 09:58
Obrigada! Que a quadra lhe proporcione alegria e serenidade, e o novo ano realize o que deseja.
Um abraço
Por Ana R. | dezembro 24, 2005 12:02 PM
em 24/12/2005 12:02
Há algum tempo que não lia nada de tão tocante; numa escrita absolutamente condizente com a pessoalidade da autora (clara, corajosa e bonita) é o leitor empurrado para uma triste revolta de algo de não merecido, ao conscencializar o drama expresso na riqueza do insinuado, mas não escrito.
Se ser-se prudente na honestidade da vida tomada tem custos, que continue no caminho da prudência e nele seja reencontrada.
A ela e à Ana, um Bom Natal e que os anos vindouros sejam sempre mais e mais sorridentes.
Por Not important | dezembro 24, 2005 2:38 PM
em 24/12/2005 14:38
Pela minha parte, obrigada :))!
Por Ana R. | dezembro 24, 2005 6:07 PM
em 24/12/2005 18:07