Poema de Natal
No começo não havia noites, só uma amálgama
de cores ainda por definir como a incerteza
das sombras sobre um verso inacabado. Depois
alguém inventou a escuridão caiada de estrelas
e um silêncio coberto de sol ou outra forma de dizer
que há sempre dois caminhos para quem não
quer ficar a ouvir o rumor perfumado das magnólias
quando abrem. Depois veio a noite dos reis magos,
do menino e da manjedoura, da última vez em que
fomos crianças. E vieram as noites de Dezembro,
onde o tempo passa sem fazer sombra e já esqueceste
em que lugares crescem os musgos. No fim, só restará
uma noite, aquela onde regressas ao segredo do poema.
Sandra Costa


comentários (2)
Um feliz Natal à vc!
Com tudo de melhor que esta data tem a nos oferecer!!
Beijos n'alma
Por Tata | dezembro 24, 2005 3:23 PM
em 24/12/2005 15:23
Obrigada! Retribuo os votos e agradeço a visita ;)
Por Ana R. | dezembro 24, 2005 6:10 PM
em 24/12/2005 18:10