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Poema de Natal

No começo não havia noites, só uma amálgama
de cores ainda por definir como a incerteza
das sombras sobre um verso inacabado. Depois
alguém inventou a escuridão caiada de estrelas

e um silêncio coberto de sol ou outra forma de dizer
que há sempre dois caminhos para quem não
quer ficar a ouvir o rumor perfumado das magnólias
quando abrem. Depois veio a noite dos reis magos,

do menino e da manjedoura, da última vez em que
fomos crianças. E vieram as noites de Dezembro,
onde o tempo passa sem fazer sombra e já esqueceste

em que lugares crescem os musgos. No fim, só restará
uma noite, aquela onde regressas ao segredo do poema.

Sandra Costa

comentários (2)

Tata:

Um feliz Natal à vc!
Com tudo de melhor que esta data tem a nos oferecer!!
Beijos n'alma

Ana R.:

Obrigada! Retribuo os votos e agradeço a visita ;)

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Esta é uma página de arquivo individual, publicada em 24 de dezembro de 2005.

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