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Manda-me um recado

(gentileza de Amélia Pais)

pode nem sempre ser assim; e eu digo
que se os teus lábios, que amei, tocarem
os de outro, e os teus dedos fortes e meigos cingirem
o seu coração, como o meu em tempos não muito distantes;
se na face de outro os teus suaves cabelos repousarem
nesse silêncio que eu sei, ou nessas
palavras sublimes e estremecidas que, dizendo demasiado
ficam desamparadamente diante do espírito vozeando;

se assim for, eu digo se assim for –
tu do meu coração, manda-me um recado;
que eu posso ir junto dele, e tomar as suas mãos,
dizendo, Aceita toda a felicidade de mim.
Então hei-de voltar a cara, e ouvir um pássaro
cantar terrivelmente longe nas terras perdidas.

e. e. cummings, trad. Jorge Fazenda Lourenço

comentários (2)

Zeferino:

Que lhe cheguem muitos recados e abundantes!
Um abraço, Ana.

ana r.:

Em vigília, é improvável, mas os sonhos são sempre um território excelente...
Obrigada por ter vindo. Um abraço, caro Zeferino.

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Esta é uma página de arquivo individual, publicada em 18 de janeiro de 2008.

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