« Paul Barbier | Main | Boca da noite »

Mãos

No deserto da insônia
a mão, triste, me acena
nua de anéis e luvas.
Dedos gesto de adeus
anunciam o abandono
da matéria efêmera.
Dos campos do sono
a mesma mão me chama
cintilante de estrelas.
Tento alçar-me da cama
no encalço do convite
mas a carne me amarra.
E enquanto o corpo dura
fico entre a dor da perda
e o desejo do encontro.

Astrid Cabral

comentários (1)

T:

a ultima palavra me recorda uma frase que diz assim :"... embora haja tanto desencontro pela vida.."

A sua opinião?

Acerca

Esta é uma página de arquivo individual, publicada em 29 de janeiro de 2008.

Post anterior

Post seguinte

Leia também a primeira página, faça uma pesquisa ou navegue através desta página de todos os títulos em arquivo.

pub




Arquivo

&

Primeiro endereço

© 2004/07 Ana Roque | Powered by TubarãoEsquilo | Editado com Movable Type | Top