No deserto da insônia
a mão, triste, me acena
nua de anéis e luvas.
Dedos gesto de adeus
anunciam o abandono
da matéria efêmera.
Dos campos do sono
a mesma mão me chama
cintilante de estrelas.
Tento alçar-me da cama
no encalço do convite
mas a carne me amarra.
E enquanto o corpo dura
fico entre a dor da perda
e o desejo do encontro.
Astrid Cabral


comentários (1)
a ultima palavra me recorda uma frase que diz assim :"... embora haja tanto desencontro pela vida.."
Por T | janeiro 29, 2008 6:21 PM
em 29/01/2008 18:21