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A Única Real Tradição Viva

Sob a grande neblina
livre e monge
mil e quinhentas donzelas
protegem o meu pulso mineral e morto.

Procuro no meu sangue. Encontro? Encontro, meu amor, encontro?
Alto mar
as imagens acordam uma surpresa.
Braço no braço uma meiguice sagra-me pajem das tuas mãos.

Dormem. Deixá-lo! Mas já a minha voz acorda os esponsais.

Brilha que brilha medito:
melhor se me afigura a noite sem termo.

Levanto o teu retrato ao plano dos meus olhos
- assim cheguei
porque suceda em breve agitado e nervoso o meu corpo
e ainda verás nele claro espelho do teu esplendor.

Fernando Alves dos Santos

comentários (2)

A Única Real Tradição Viva?

ana r.:

É esse o nome que o poeta deu à obra onde este poema se insere, caro André.

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Esta é uma página de arquivo individual, publicada em 19 de fevereiro de 2008.

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