Sob a grande neblina
livre e monge
mil e quinhentas donzelas
protegem o meu pulso mineral e morto.
Procuro no meu sangue. Encontro? Encontro, meu amor, encontro?
Alto mar
as imagens acordam uma surpresa.
Braço no braço uma meiguice sagra-me pajem das tuas mãos.
Dormem. Deixá-lo! Mas já a minha voz acorda os esponsais.
Brilha que brilha medito:
melhor se me afigura a noite sem termo.
Levanto o teu retrato ao plano dos meus olhos
- assim cheguei
porque suceda em breve agitado e nervoso o meu corpo
e ainda verás nele claro espelho do teu esplendor.
Fernando Alves dos Santos


comentários (2)
A Única Real Tradição Viva?
Por andrezero | fevereiro 20, 2008 3:02 PM
em 20/02/2008 15:02
É esse o nome que o poeta deu à obra onde este poema se insere, caro André.
Por ana r. | fevereiro 20, 2008 4:48 PM
em 20/02/2008 16:48