Em tuas veias de rosa
de cândida maturidade
quero derramar o meu encanto
quero fluir no meu outono
Na tua nudez de piscina
dourada e marinha
com minúsculas sombras de melancolia
beberei a tua noite azul
e repousarei a salgada dolência
na firmeza macia dos teus róseos músculos
já não serei o fumo de uma sombra
mas um sopro de estrelas
desfalecendo no moroso júbilo
da minha sombra inteiramente aberta
cheia da nítida substância de um páramo terrestre
em dois vasos num só vaso de lucidez ardente
António Ramos Rosa


comentários (1)
Palavras de quem vê e sente o que nos rodeia, mesmo que esse sopro de ar, nos leve numa viagem inebriante, por onde não se sabe quando parar.
AG
Por Al Guem | março 28, 2008 11:16 AM
em 28/03/2008 11:16