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Neste Inverno

neste inverno queimei no lume a lenha
do coração

a língua sangra ao bater nos dentes e
assim o espaço todo pode entrar em nós.
Eu sei como o ar se ilumina: quando
ausentes vive para além de nós a luz
que respiramos e jamais morre o que
amanhã amaremos. Eu sei de obscuros
lugares onde é possível viver-se morrendo

mas agora eu contemplo-te submersa num
espelho de água porque quando amas eu
vejo-te: estás sentada nas escarpas do
sonho quase dormindo preparando-te para
essa morte

Manuel Silva Terra

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Esta é uma página de arquivo individual, publicada em 18 de março de 2008.

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