A aranha tece a teia
Eu o poema
Há milênios fazendo-a perfeita
Eu aprendendo
Todos os pequenos bichos se
enredam no poema-ceia
Só rato, barata, cupim, traça(m) minha teia
A aranha mata a fome na rede
Meu poema tem a fome fiada nos milênios
Diferenças à parte,
a aranha não suporta minha indisciplina
Carlos Gildemar Pontes


comentários (3)
Muito linda.E ao ler sorrio.
Sinto-me por vezes a tecer (ter e ser)e a enredar.Diferenças à parte, indisciplinas idem, a fome deve ser constante de poiesis. Quiça um dia aplaque-se.
Por T | abril 13, 2008 3:44 PM
em 13/04/2008 15:44
Ana, muito grato pelo poema no seu blog.
Fico feliz mais uma vez.
Bj
Por Carlos Gildemar Pontes | abril 24, 2008 11:56 PM
em 24/04/2008 23:56
De nada, caro Carlos Gildemar Pontes. O gosto é meu :)
Por ana r. | abril 27, 2008 10:29 AM
em 27/04/2008 10:29