Sob o olhar desta tarde,
quantas horas revivem
e morrem
de uma nova agonia? Velhas feridas se abrem,
de novo somos julgados, o que era tudo some-se
e num mundo fechado outras vigílias doem.
A noite se organiza e, no entanto, ainda restam
certas luzes ao longe. Ah, como encher com elas
este ser já não-ser que se dissolve e deixa
vagos traços na tarde?
Emílio Moura


comentários (1)
Temos um livro nas mãos a que chamamos vida. Pensá-lo é lê-lo, senti-lo é vivê-lo.
Por Anita | julho 4, 2008 2:36 PM
em 04/07/2008 14:36