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Mundo imaginário

Sob o olhar desta tarde,
quantas horas revivem
e morrem
de uma nova agonia? Velhas feridas se abrem,
de novo somos julgados, o que era tudo some-se
e num mundo fechado outras vigílias doem.

A noite se organiza e, no entanto, ainda restam
certas luzes ao longe. Ah, como encher com elas
este ser já não-ser que se dissolve e deixa
vagos traços na tarde?

Emílio Moura

comentários (1)

Temos um livro nas mãos a que chamamos vida. Pensá-lo é lê-lo, senti-lo é vivê-lo.

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Esta é uma página de arquivo individual, publicada em 03 de julho de 2008.

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