Quando alguém já não tem forças para escrever, tem de recordar.
Quando já não tem forças para fotografar,
tem de ver com os olhos da alma.
Quando já não tem forças para ler,
tem de estar repleto de histórias.
Quando já não tem forças para falar,
tem de ecoar.
Quando alguém já não tem forças para andar, tem de voar.
E quando chega a hora,
tem de se desprender das recordações
e dos olhos da alma e deixar de ressoar,
calar-se e dobrar as asas.
Mas aconteça o que acontecer a história continua, continua.
Eeva Kilpi, versão de Luís Parrado


comentários (3)
Continuar, continuar. Seguir caminho, recomendar futuro; colher no passo dado um andar nas pétalas do tempo.
Negar efeitos especiais, frases de efeito (como esta e outras), conceitos.
Amanhecer, coisa tão comum nos dias e tão incomum no homem.
"A verdadeira novidade é o que não envelhece, apesar do tempo": Yasujiro Ozu, Tokyo Story, pescado em A Elegância do Ouriço, de Muriel Barbery.
Continuar
aconteça o que acontecer
Continuar
Por Rui Antunes | janeiro 19, 2012 10:00 PM
em 19/01/2012 22:00
Oi Ana, bom dia, sábio poema.
Por T | janeiro 20, 2012 10:34 AM
em 20/01/2012 10:34
pois...por vezes não há forças para nada...que difícil é erguer e continuar na estrada.
Por Nicole | janeiro 25, 2012 2:22 PM
em 25/01/2012 14:22