Sentei-me esta tarde junto de uma janela aberta e fiquei a ler até que a claridade findasse e o livro não fosse mais do que uma parte da escuridão. Poderia muito bem ter acendido um candeeiro, mas apeteceu-me levar este dia até à noite, ficar sentado sozinho e alisar a página ilegível com o fantasma cinzento-claro da minha mão. Ted Kooser, trad. Vasco Gato