Que heras venenosas te recubram o avesso dos cabelos onde a ideia de amor brotou torta da cratera desde o início. E o tempo em temporais de areia seja-te leve ó meu suplício. Nada foi verdadeiro na vereda de finos artifícios que teceram com palha a fogueira das malícias, benesses pesadelas: teu passo elefantino e orgulhoso com seus troféus de espanto e garrotes novos à garota agradecida. Seja-te leve esse esconjuro de sal e ardósia, esta laje com jeito e faina de esfiapar-te da lembrança, cataventos de cartas de amor despedaçadas. Elisabeth Veiga